{"id":1380,"date":"2018-04-23T15:40:27","date_gmt":"2018-04-23T18:40:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/?p=1380"},"modified":"2025-07-30T16:37:23","modified_gmt":"2025-07-30T19:37:23","slug":"eficiencia-da-turbina-de-arquimedes-usando-multiplicador-de-velocidade-inversores-de-frequencia-e-gerador-pmsg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/eficiencia-da-turbina-de-arquimedes-usando-multiplicador-de-velocidade-inversores-de-frequencia-e-gerador-pmsg\/","title":{"rendered":"Efici\u00eancia da Turbina de Arquimedes Usando Multiplicador de Velocidade, Inversores de Frequ\u00eancia e Gerador PMSG"},"content":{"rendered":"<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Central el\u00e9trica, Turbina de\u00a0Arquimedes, gerador PMSG, gerador de im\u00e3s\u00a0permanentes, gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, pequenos\u00a0aproveitamentos el\u00e9tricos.<!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Resumo:<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este artigo apresenta tr\u00eas modos poss\u00edveis de acoplamento de uma turbina de Arquimedes com geradores de energia el\u00e9trica. O estudo refere-se ao comportamento do conjunto quando conectado \u00e0 rede de distribui\u00e7\u00e3o, permitindo uma compara\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica entre estes modos, levantando a melhor e mais eficiente maneira de se fazer o aproveitamento da turbina e do recurso natural dispon\u00edvel atrav\u00e9s das medi\u00e7\u00f5es de diversas grandezas el\u00e9tricas como a efici\u00eancia eletromec\u00e2nica, pot\u00eancia ativa e a vaz\u00e3o da \u00e1gua que flui pela turbina.<\/p>\n<h2><strong>1 &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A constante necessidade da disponibiliza\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica na atualidade, frente ao consumo cada vez maior, nos remetem ao estudo e fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, equipamentos ou dispositivos capazes de produzirem energia el\u00e9trica com m\u00ednimas perdas a partir de recursos naturais ainda dispon\u00edveis. No Mundo moderno em que vivemos hoje, grandes recursos naturais j\u00e1 est\u00e3o sendo explorados e outros ainda com potencial, numa vis\u00e3o h\u00eddrica, tendem a serem recursos de reserva, ou permanecem como Habitat de animais ou plantas, cujo valor nesse sentido, impede ou dificulta seu uso para fins de produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Esta an\u00e1lise permite ver que os pequenos aproveitamentos, seja e\u00f3lico, h\u00eddrico, g\u00e1s (metano de dejetos de animais), mar\u00e9s, solar, etc, se tornam cada vez mais importantes, pela pr\u00f3pria energia dispon\u00edvel e pelo seu m\u00ednimo ou nenhum impacto no ambiente onde est\u00e3o instalados [8]. No entanto, para ser atraente, o aproveitamento do recurso prim\u00e1rio precisa ser otimizado ao m\u00e1ximo, raz\u00e3o pela qual se justifica este estudo, atrav\u00e9s da investiga\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do funcionamento de uma pequena central usando uma turbina de Arquimedes como m\u00e1quina prim\u00e1ria, conectada \u00e0 rede de distribui\u00e7\u00e3o, com tr\u00eas arranjos diferentes; uma utilizando um motor de indu\u00e7\u00e3o (MIT) como gerador ass\u00edncrono, outra investiga\u00e7\u00e3o usando um gerador de im\u00e3s PMSG e outro estudo onde o gerador de im\u00e3s recebe um inversor de frequ\u00eancia para ent\u00e3o ser conectado \u00e0 rede. O estudo desses arranjos permite abrir campo para a implanta\u00e7\u00e3o desse tipo de turbina e sua conex\u00e3o com a rede p\u00fablica de distribui\u00e7\u00e3o, se tornando mais uma fonte de energia capaz de auxiliar para suprir a demanda crescente por energia el\u00e9trica limpa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>2 &#8211; Turbina de Arquimedes<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O uso da Turbina de Arquimedes se deu pela descoberta do\u00a0<em>Parafuso de Arquimedes<\/em>, feita pelo F\u00edsico Grego\u00a0<em>Arquimedes<\/em>\u00a0na Antiguidade Cl\u00e1ssica [12]. Originalmente, o parafuso era usado para bombear \u00e1gua. Hoje se usa o parafuso em diversas aplica\u00e7\u00e3o que v\u00e3o desde bombear \u00e1gua at\u00e9 eleva\u00e7\u00e3o de part\u00edculas s\u00f3lidas ou sementes em m\u00e1quina agr\u00edcolas. A adapta\u00e7\u00e3o desse parafuso para uso em turbinas para acionamento como m\u00e1quina prim\u00e1ria em usinas h\u00eddricas, apresenta uma constru\u00e7\u00e3o simples, com poucos componentes m\u00f3veis, basicamente uma helicoide conectada a um eixo e apoiada por dois mancais. A helicoide gira livremente dentro de um tubo de a\u00e7o, sendo pequena a folga existente desta para a parede do tubo. A inclina\u00e7\u00e3o correta do conjunto parafuso-tubo, faz com que a \u00e1gua acelerada pela gravidade, for\u00e7a a helicoide a girar, acionando consigo o eixo, que por sua vez est\u00e1 acoplado a uma polia, multiplicador de velocidade ou gerador. A turbina de Arquimedes \u00e9 uma m\u00e1quina de fluxo [2], sendo capaz de transformar a energia da corrente de \u00e1gua em energia mec\u00e2nica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1381 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-Representacao-elementar-de-uma-turbina-de-arquimedes.png\" alt=\"Representacao elementar de uma turbina de arquimedes\" width=\"394\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-Representacao-elementar-de-uma-turbina-de-arquimedes.png 394w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-1-Representacao-elementar-de-uma-turbina-de-arquimedes-300x177.png 300w\" sizes=\"(max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 01 &#8211; Representa\u00e7\u00e3o elementar de uma Turbina de Arquimedes\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apresenta como destaque a necessidade de pequena queda de \u00e1gua para seu funcionamento, sendo comum entre 3 a 8 metros. Em contra partida, apresenta pequena rota\u00e7\u00e3o de funcionamento, como 24 a 60 RPM, o que resulta elevado torque na transmiss\u00e3o, exigindo cuidados especiais na determina\u00e7\u00e3o do material do eixo devido a tens\u00f5es de cisalhamento [1] que atuam sobre ele e algum meio de se multiplicar a rota\u00e7\u00e3o final antes da conex\u00e3o com o gerador ou gerador com muitos p\u00f3los, caso tenha acoplamento direto, aumentando consideravelmente o volume deste e os custos da implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>3 &#8211; Gerador Ass\u00edncrono<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Construtivamente, \u00e9 semelhante a um motor ass\u00edncrono, motor de indu\u00e7\u00e3o, motor de gaiola de esquilo ou ainda, motor de rotor em curto-circuito. Este artigo apresenta o MIT como gerador. Para operar como gerador, ele precisa ter seu rotor acelerado, de modo que a velocidade angular fique acima da velocidade do campo girante do estator [4], sendo ent\u00e3o, o escorregamento positivo. Este estranho fato faz com que o gerador ass\u00edncrono alimente uma rede com frequ\u00eancia fixa, onde seu rotor n\u00e3o corresponda a esta frequ\u00eancia. Estando ent\u00e3o o rotor acelerado em rela\u00e7\u00e3o ao campo girante, as barras de curto-circuito do rotor cortam o fluxo magn\u00e9tico gerador pelo estator, provocando circula\u00e7\u00e3o de corrente nessas barras e a forma\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico de excita\u00e7\u00e3o no rotor. No entanto, somente existe campo girante na estator quando este estiver em paralelo com um gerador s\u00edncrono, banco de capacitores cuidadosamente projetado ou simplesmente, conectado ao barramento do sistema el\u00e9trico. Isto se deve ao fato que o gerador ass\u00edncrono necessita absorver energia reativa para manuten\u00e7\u00e3o de sua excita\u00e7\u00e3o. Esta \u00faltima, conex\u00e3o com a rede p\u00fablica, \u00e9 o mais frequente, onde as principais simplicidades do gerador de indu\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais evidentes, como, al\u00e9m da robustez e simplicidade de fabrica\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o necessidade de sincronismo, n\u00e3o necessidade de excita\u00e7\u00e3o nem de controle de velocidade ou frequ\u00eancia enquanto conectado \u00e0 rede. Apenas, um dispositivo ou sistema que possa impedir que a m\u00e1quina atinja velocidades perigosas em caso de rejei\u00e7\u00e3o de carga ou outro motivo que fa\u00e7a a abertura do disjuntor que o conecta \u00e0 rede, isto o deixa livre para girar sob a\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1382 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-2-Corte-gerador-de-inducao.png\" alt=\"Corte - gerador de inducao\" width=\"392\" height=\"247\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-2-Corte-gerador-de-inducao.png 392w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-2-Corte-gerador-de-inducao-300x189.png 300w\" sizes=\"(max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 02 &#8211; Corte &#8211; Gerador de Indu\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de uma m\u00e1quina ass\u00edncrona, devem ser tomados alguns cuidados afim de obter o m\u00e1ximo de rendimento do gerador. Um dos fatores importantes, \u00e9 o correto dimensionamento do entreferro que se teve deixar entre o rotor e o estator. O dimensional desse item \u00e9 um dos principais determinantes do valor da corrente de magnetiza\u00e7\u00e3o. Quanto menor for este valor, menor ser\u00e1 a referida corrente e melhor ser\u00e1 fator de pot\u00eancia. No entanto, maiores ser\u00e3o as perdas superficiais no a\u00e7o do rotor, em fun\u00e7\u00e3o dos campos horm\u00f4nicos produzidos pela passagem do rotor frente ao estator [6]. Tamb\u00e9m, devem se evitar enrolamentos fracion\u00e1rios no estator e um n\u00famero de ranhuras no rotor, onde v\u00e3o as barras de curto-circuito, par e um n\u00famero menor que o n\u00famero de ranhuras do estator [7].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>4 &#8211; Gerador S\u00edncrono de Im\u00e3s Permanentes<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este tipo de gerador tem sua constru\u00e7\u00e3o parecida com a de um gerador s\u00edncrono convencional que tem cada p\u00f3lo do rotor uma bobina de indu\u00e7\u00e3o, ou excita\u00e7\u00e3o. Agora, o p\u00f3lo \u00e9 substitu\u00eddo por um im\u00e3, devidamente projetados para este fim, com a altern\u00e2ncia norte e sul. O comportamento desse novo rotor \u00e9 exatamente igual ao gerador com rotor bobinado, onde o campo girante, agora com fluxo magn\u00e9tico fixo, formado pelos im\u00e3s, ao girar dentro do estator, corta as bobinas situadas no estator, produzindo a tens\u00e3o de sa\u00edda. Por ser o fluxo magn\u00e9tico fixo, n\u00e3o podemos controlar a tens\u00e3o de sa\u00edda do gerador, pois n\u00e3o temos como atuar na excita\u00e7\u00e3o, nem controlar o fator de pot\u00eancia quando conectado \u00e0 rede p\u00fablica de distribui\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a tens\u00e3o de sa\u00edda varia com a frequ\u00eancia, pois [9]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1383\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/F\u00f3rmula-01-Turbina-de-Arquimedes.png\" alt=\"F\u00f3rmula 01 - Turbina de Arquimedes\" width=\"185\" height=\"24\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1384 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-3-Curva-pratica-de-tensao-x-rotacao-Hidroenergia-PMSG-40KW-600RPM-380VAC.png\" alt=\"Curva pratica de tensao x rotacao - Hidroenergia - PMSG, 40KW, 600RPM, 380VAC\" width=\"393\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-3-Curva-pratica-de-tensao-x-rotacao-Hidroenergia-PMSG-40KW-600RPM-380VAC.png 393w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-3-Curva-pratica-de-tensao-x-rotacao-Hidroenergia-PMSG-40KW-600RPM-380VAC-300x262.png 300w\" sizes=\"(max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 3 \u2013 Curva pr\u00e1tica de Tens\u00e3o x Rota\u00e7\u00e3o (Hidroenergia PMSG 40KW, 600RPM, 380VAC).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1386\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/F\u00f3rmula-02-Turbina-de-Arquimedes.png\" alt=\"F\u00f3rmula 02 - Turbina de Arquimedes\" width=\"218\" height=\"107\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este motivo obriga que o projeto de um gerador de im\u00e3s prementes tenha uma tens\u00e3o acima da nominal quando em vazio e em rota\u00e7\u00e3o nominal. O carregamento far\u00e1 a tens\u00e3o se reduzir e em plena carga dever\u00e1 ser a nominal em seus bornes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1387 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-4-Corte-Gerador-de-imas-permanentes.png\" alt=\"Corte - Gerador de imas permanentes\" width=\"391\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-4-Corte-Gerador-de-imas-permanentes.png 391w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-4-Corte-Gerador-de-imas-permanentes-300x230.png 300w\" sizes=\"(max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 4 &#8211; Corte &#8211; Gerador de Im\u00e3s Permanentes<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta caracter\u00edstica implica que na fabrica\u00e7\u00e3o de um gerador de im\u00e3s permanentes, se observem alguns cuidados como o menor entreferro poss\u00edvel, uma vez que a relut\u00e2ncia do ar absorver\u00e1 muito da energia magn\u00e9tica do im\u00e3, al\u00e9m de deixar o im\u00e3 com menores dimensionais, desde que este entreferro n\u00e3o excede os limites t\u00e9rmicos do im\u00e3, provocados pelas perdas superficiais e a perfeita capacidade do dimensional desse entreferro permitir a montagem e desmontagem do rotor em manuten\u00e7\u00f5es [10]. Tamb\u00e9m, n\u00e3o se deve adotar um fator de enrolamento \u00a0muito baixo, tomando cuidado nas escolhas dos fatores de distribui\u00e7\u00e3o e encurtamento [5] [11].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>5 &#8211; Multiplicador de velocidade<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este \u00e9 um dispositivo mec\u00e2nico largamente usado em m\u00e1quinas que precisem de acoplamento de rota\u00e7\u00e3o. Este artigo, trata de uma m\u00e1quina prim\u00e1ria de baixa rota\u00e7\u00e3o como, por exemplo, em torno de 30 RPM e acoplar esta turbina a um gerador ass\u00edncrono de 1200RPM. Este acoplamento de rota\u00e7\u00e3o ter\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de 40 vezes. Para esta rela\u00e7\u00e3o, existem comercialmente multiplicadores planet\u00e1rios, cuja montagem \u00e9 relativamente compacta se comparada ao gerador e a turbina. No entanto, devido ao elevado torque de transmiss\u00e3o, especial cuidado se deve ter na escolha do tipo de multiplicador, sua carca\u00e7a e base deve atender as solicita\u00e7\u00f5es dos esfor\u00e7os mec\u00e2nicos. Tamb\u00e9m, um projeto onde se faz a multiplica\u00e7\u00e3o de rota\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante observar a capacidade da m\u00e1quina prim\u00e1ria em suprir a demanda de torque de partida do conjunto, bem como a energia extra necess\u00e1ria para manter o sistema funcionado. Modernos multiplicadores de rota\u00e7\u00e3o podem ser adquiridos para uso com uma turbina de Arquimedes, principalmente, os destinados a geradores e\u00f3licos, onde a rota\u00e7\u00e3o das h\u00e9lices tamb\u00e9m \u00e9 extremante baixa, especialmente, nos aerogeradores de maior porte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1388 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-5-Turbina-eolica-com-acoplamento-via-multiplicador.png\" alt=\"Turbina eolica com acoplamento via multiplicador\" width=\"395\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-5-Turbina-eolica-com-acoplamento-via-multiplicador.png 395w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-5-Turbina-eolica-com-acoplamento-via-multiplicador-300x248.png 300w\" sizes=\"(max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 5 &#8211; Turbina E\u00f3lica com acoplamento via multiplicador<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>6 &#8211; Turbina de Arquimedes com Multiplicador de Rota\u00e7\u00e3o e MIT como Gerador<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A configura\u00e7\u00e3o Turbina de Arquimedes com multiplicador de rota\u00e7\u00e3o MIT como gerador \u00e9 a mais usual em instala\u00e7\u00f5es onde se precisa acoplar uma m\u00e1quina prim\u00e1ria de baixa rota\u00e7\u00e3o a outra m\u00e1quina, cuja rota\u00e7\u00e3o \u00e9 muito superior, sendo imposs\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o de outro tipo e acoplamento, como correias, por exemplo, onde se pode trabalhar com polias de di\u00e2metros diferentes. Este artigo trabalha com uma turbina de Arquimedes de 30 RPM e um motor de indu\u00e7\u00e3o de 1200 RPM como gerador ass\u00edncrono. O conjunto ser\u00e1 conectado \u00e0 rede de distribui\u00e7\u00e3o p\u00fablica de energia el\u00e9trica, passando antes por dispositivos adequados para conex\u00e3o como transformadores de corrente e transformadores de potencial, al\u00e9m de um disjuntor trif\u00e1sico. Estes dispositivos s\u00e3o indispens\u00e1veis para acompanhamento das grandezas el\u00e9tricas como corrente, tens\u00e3o, fator de pot\u00eancia, frequ\u00eancia ou rota\u00e7\u00e3o, pot\u00eancia ativa, reativa e aparente. Estes valores fornecer\u00e3o dados para o estudo do comportamento do conjunto quando em funcionamento atrav\u00e9s desse arranjo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1389 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-6-Turbina-de-arquimedes-com-multiplicador-de-rotacao.png\" alt=\"Turbina de Arquimedes com multiplicador de rota\u00e7\u00e3o\" width=\"393\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-6-Turbina-de-arquimedes-com-multiplicador-de-rotacao.png 393w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-6-Turbina-de-arquimedes-com-multiplicador-de-rotacao-300x155.png 300w\" sizes=\"(max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 6 &#8211; Turbina de Arquimedes com multiplicador de rota\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como interessa o levantamento da efic\u00e1cia desse arranjo, \u00e9 preciso contabilizar o rendimento de cada um dos itens envolvidos. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio a curva de rendimento da turbina, o rendimento do multiplicar de velocidade e a curva de rendimento do gerador. No entanto, este estudo permite observar n\u00e3o s\u00f3 o rendimento do conjunto quando em pot\u00eancia e rota\u00e7\u00e3o nominal, mas tamb\u00e9m, com vaz\u00f5es de \u00e1gua de um m\u00ednimo para atingir a rota\u00e7\u00e3o de sincronismo at\u00e9 um m\u00e1ximo de pot\u00eancia dispon\u00edvel. Isto fornecer\u00e1 al\u00e9m do rendimento nominal, curvas como\u00a0<em>Vaz\u00e3o x Pot\u00eancia<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Pot\u00eancia x Rendimento<\/em>. Teoricamente, se pode executar um pr\u00e9 c\u00e1lculo do conjunto, como no caso de se saber o rendimento nominal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1390 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-7-Curva-teorica-de-potencia-x-vazao-de-uma-turbina-de-arquimedes-15-KW-Hidroenergia.png\" alt=\"Curva te\u00f3rica de pot\u00eancia x vaz\u00e3o de uma Turbina de Arquimedes 15KW - Hidroenergia\" width=\"390\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-7-Curva-teorica-de-potencia-x-vazao-de-uma-turbina-de-arquimedes-15-KW-Hidroenergia.png 390w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-7-Curva-teorica-de-potencia-x-vazao-de-uma-turbina-de-arquimedes-15-KW-Hidroenergia-300x195.png 300w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 7 \u2013 Curva te\u00f3rica de Pot\u00eancia x Vaz\u00e3o de uma Turbina de Arquimedes 15 KW (Hidroenergia).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1391 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-8-Curva-teorica-de-rendimento-x-vazao-de-uma-turbina-de-arquimedes-15-KW-Hidroenergia.png\" alt=\"Curva te\u00f3rica de rendimento x vaz\u00e3o de uma turbina de Arquimedes 15KW - Hidroenergia\" width=\"391\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-8-Curva-teorica-de-rendimento-x-vazao-de-uma-turbina-de-arquimedes-15-KW-Hidroenergia.png 391w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-8-Curva-teorica-de-rendimento-x-vazao-de-uma-turbina-de-arquimedes-15-KW-Hidroenergia-300x200.png 300w\" sizes=\"(max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 8 \u2013 Curva te\u00f3rica de Rendimento x Vaz\u00e3o de uma Turbina de Arquimedes 15 KW (Hidroenergia).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1392\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/F\u00f3rmula-02-Turbina-de-Arquimedes-1.png\" alt=\"F\u00f3rmula 02 - Turbina de Arquimedes\" width=\"218\" height=\"107\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1393 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-9-Curva-teorica-de-rendimento-gerador-MIT-15KW-Hidroenergia.png\" alt=\"Curva te\u00f3rica de rendimento gerador MIT 15 KW (Hidroenergia)\" width=\"394\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-9-Curva-teorica-de-rendimento-gerador-MIT-15KW-Hidroenergia.png 394w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-9-Curva-teorica-de-rendimento-gerador-MIT-15KW-Hidroenergia-300x204.png 300w\" sizes=\"(max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 9 \u2013 Curva te\u00f3rica de rendimento gerador MIT 15 KW (Hidroenergia).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A influ\u00eancia dos itens el\u00e9tricos associados na instala\u00e7\u00e3o, como cabeamento, conectores, disjuntor, TCs, transformadores, etc., s\u00e3o os mesmos para as tr\u00eas linhas de estudo proposto, logo, sua interfer\u00eancia nos resultados ser\u00e1 a mesma para todos. Sabe-se tamb\u00e9m que o comportamento do rendimento do gerador de indu\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente do comportamento como motor, logo, somente com o ensaio pr\u00e1tico se consegue levantar sua curva de efici\u00eancia. Isto se deve ao fato de que como motor, as perdas fixas [3], de ventila\u00e7\u00e3o e atrito, agora devem ser supridas pela turbina e antes eram pela pot\u00eancia ativa gerada no eixo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>7 &#8211; Turbina de Arquimedes com Gerador PMSG e Inversor de Frequ\u00eancia<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Turbina de Arquimedes com gerador PMSG e inversor de frequ\u00eancia \u00e9 uma configura\u00e7\u00e3o onde se pode fazer um aproveitamento do gerador em uma faixa muito larga de rota\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a rota\u00e7\u00e3o do gerador independe da frequ\u00eancia da rede local. Sendo a turbina acoplada diretamente ao gerador, estando ele a girar, mesmo em baixa rota\u00e7\u00e3o, pode ter circula\u00e7\u00e3o de corrente para carga, desde que se tenha uma maneira eficiente de controle dessa corrente, podendo ser injetado diretamente na rede p\u00fablica de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica ou desviada para carga de um banco de baterias. A configura\u00e7\u00e3o deve ter os mesmos recursos de medi\u00e7\u00e3o de grandezas el\u00e9tricas antes descrito obtendo-se as mesmas curvas de funcionamento, inclusive a curva\u00a0<em>Carga x Rota\u00e7\u00e3o<\/em>, somete assim \u00e9 poss\u00edvel a compara\u00e7\u00e3o precisa dos resultados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1394 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-10-Turbina-de-arquimedes-com-gerador-PMSG-e-inversor.png\" alt=\"Turbina de arquimedes com gerador PMSG e inversor\" width=\"395\" height=\"204\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-10-Turbina-de-arquimedes-com-gerador-PMSG-e-inversor.png 395w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-10-Turbina-de-arquimedes-com-gerador-PMSG-e-inversor-300x155.png 300w\" sizes=\"(max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Figura 10 \u2013 Turbina de Arquimedes com gerador PMSG e inversor.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O banco de baterias nesse arranjo tem como objetivo, coletar e armazenar a energia gerada pelo gerador, pincipalmente, se a vaz\u00e3o de \u00e1gua est\u00e1 muito reduzida, impedindo que se consiga rota\u00e7\u00e3o nominal em carga. O gerador permite ser aproveitado em uma ampla faixa de rota\u00e7\u00e3o. No entanto, a interliga\u00e7\u00e3o do sistema a um banco de baterias seria um opcional para esta filosofia de arranjo, uma vez que n\u00e3o se pode fazer uma compara\u00e7\u00e3o com os demais sistemas j\u00e1 que eles n\u00e3o apresentam este recurso. Mas, sendo poss\u00edvel esta adapta\u00e7\u00e3o, principalmente em sistemas isolados, podemos implement\u00e1-la como um sistema de armazenamento de energia, carregando as baterias com uma parcela de corrente do gerador durante seu funcionamento normal, ou em baixa carga, com pouca \u00e1gua, desde que controlado pelo carregador de baterias e usufruir dessa corrente para plena carga, durante demanda em horas de maior consumo, onde n\u00e3o se disponha de \u00e1gua suficiente para atender tal carga. Este pensamento pode ser implementado em instala\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas, onde exista a opera\u00e7\u00e3o isolada. Nessas situa\u00e7\u00f5es, existe um tipo de carga que durante o dia \u00e9 muito reduzido, sendo maior durante a noite e ao amanhecer principalmente em granjas com sala de ordenha para acionamento de bombas de v\u00e1cuo.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<h2><strong>8 &#8211; Turbina de Arquimedes com Gerador PMSG<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de um gerador de im\u00e3s permanentes diretamente acoplado a turbina, representa a mais simples das configura\u00e7\u00f5es. Diferente da configura\u00e7\u00e3o falada antes, aqui o gerador precisa ser fabricado com exatamente o n\u00famero de p\u00f3los que permita o sincronismo com a frequ\u00eancia da rede p\u00fablica local de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1395 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-11-Turbina-de-arquimedes-com-gerador-PMSG-e-inversor.png\" alt=\"Turbina de Arquimedes com gerador PMSG e inversor\" width=\"394\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-11-Turbina-de-arquimedes-com-gerador-PMSG-e-inversor.png 394w, https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Figura-11-Turbina-de-arquimedes-com-gerador-PMSG-e-inversor-300x155.png 300w\" sizes=\"(max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 11 \u2013 Turbina de Arquimedes com gerador PMSG e inversor<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O gerador pode ser aproveitado na totalidade de sua curva de carga. Este controle pode ser feito pelo controle de vaz\u00e3o de \u00e1gua que vai para a turbina. No entanto, assim como acontece com o sistema utilizando um multiplicar de rota\u00e7\u00e3o e um motor MIT como gerador, esta vaz\u00e3o nunca pode ser menor que a m\u00ednima necess\u00e1ria para o sincronismo a vazio, do contr\u00e1rio, acontecer\u00e1 a motoriza\u00e7\u00e3o do grupo gerador e ao inv\u00e9s de fornecer energia ao sistema, existir\u00e1 consumo, o que \u00e9 indesej\u00e1vel. Mas a opera\u00e7\u00e3o em baixa carga pode trazer outros inconvenientes como o baixo fator de pot\u00eancia da instala\u00e7\u00e3o. Tratando-se de um gerador de im\u00e3s permanentes onde o fluxo magn\u00e9tico \u00e9 constantes, n\u00e3o se pode \u00a0\u00a0atuar no controle da excita\u00e7\u00e3o, logo em baixa carga, e como falado antes, o gerador foi projetado para apresentar uma tens\u00e3o a vazio superior a nominal para devidas compensa\u00e7\u00f5es em plena carga, teremos ent\u00e3o, uma m\u00e1quina com caracter\u00edstica de sobrexcita\u00e7\u00e3o conectada \u00e0 rede e por conseguinte, um fator de pot\u00eancia indutivo. Os recursos de aquisi\u00e7\u00e3o de grandezas s\u00e3o as mesmas descritas antes e obtendo as mesmas curvas comparativas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>9 &#8211; Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A grande quantidade de informa\u00e7\u00f5es que podem ser adquiridas com este assunto, principalmente o levantamento das caracter\u00edsticas de funcionamento nas mais variadas situa\u00e7\u00f5es de vaz\u00e3o de \u00e1gua da turbina e de carga do gerador, sugerem a implanta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dessa usina, onde ent\u00e3o pode-se suprir com dados reais de funcionamento e a valida\u00e7\u00e3o dos itens descritos nesse artigo. Tratando-se da turbina, observa-se que este tipo de m\u00e1quina como propulsora, embora existente a muitos anos, \u00e9 assunto relativamente novo e seu estudo, fora de empresas privadas, ainda carece de muito trabalho. Neste projeto, al\u00e9m da aplica\u00e7\u00e3o dela como m\u00e1quina prim\u00e1ria, ainda disponibiliza-se a oportunidade de ensai\u00e1-la especificamente para esta pot\u00eancia, sendo poss\u00edvel a implanta\u00e7\u00e3o de dispositivos de ajuste, como inclina\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo \u221fe medi\u00e7\u00f5es de torque. Semelhantemente acontece com os geradores. Usando um motor de indu\u00e7\u00e3o convencional como gerador, n\u00e3o se pode usar sua curva de rendimento para esta aplica\u00e7\u00e3o. Se assim for feito, introduz-se erros no estudo te\u00f3rico do arranjo. E, ainda sendo um gerador ass\u00edncrono, sua caracter\u00edstica de absorver reativos como gerador, se assemelha a um gerador s\u00edncrono subexcitado, injetando reativos capacitivos na rede, ou seja, trabalhar\u00e1 com um fator de pot\u00eancia capacitivo, cujo valor, tem varia\u00e7\u00e3o direta com a quantidade de carga entregue pela turbina. Para o sistema com motor PMSG e inversor de frequ\u00eancia, podemos ter um melhor controle de reativos, no entanto, ter-se-\u00e1 uma certa distor\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica, inevit\u00e1vel pela necessidade de chaveamento do inversor. Atrai a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para esta configura\u00e7\u00e3o, a possibilidade do uso de um banco de baterias. Este coadjuvante pode representar um aumento na m\u00e9dia do rendimento da instala\u00e7\u00e3o, se o estudo da efic\u00e1cia for determinado durante um tempo mais longo. Assim, se for poss\u00edvel carregar as baterias na totalidade durante certo tempo, podemos retirar o m\u00e1ximo de energia em um momento de grande necessidade. Claro que este processo de carga se deve dar sempre antes dos picos de demanda e sempre dentro de um ciclo repetitivo.<\/p>\n<p>Finalmente, trabalhando com o gerador PMSG em acoplamento direto com a rede. Esta instala\u00e7\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o novamente ao fator de pot\u00eancia, uma vez que para ser ideal, o gerador dever\u00e1 estar plenamente carregado e sua tens\u00e3o dever\u00e1 chegar em um n\u00edvel tal que seja m\u00ednima a inje\u00e7\u00e3o de reativos. Num primeiro momento, estando acoplado a uma rede de distribui\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a pequena quantidade de reativos gerada n\u00e3o ter\u00e1 efeito algum, no entanto, devemos nos ater a este assunto com cuidado, uma vez que como mencionado no in\u00edcio, pequenas fontes de energia no Brasil come\u00e7am a ter um enfoque importante, ent\u00e3o devemos iniciar a explora\u00e7\u00e3o de maneira correta, de modo que a o uso em massa dessas fontes n\u00e3o represente problemas maiores no futuro. De uma maneira geral, este artigo apresente forte apelo did\u00e1tico, estando implantado, possibilita o estudo das grandezas expostas na pratica, com valores reais e consistentes, por alunos da \u00e1rea de engenharia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[1] Niemann G. \u201cElementos de M\u00e1quinas\u201d. Editora Universidade de S\u00e3o Paulo, 1971.<\/p>\n<p>[2] Souza, Zulcy de; Bran, Richard. \u201cM\u00e1quinas de Fluxo\u201d. Ao Livro T\u00e9cnico S.A. SP. 1969.<\/p>\n<p>[3] Jord\u00e3o, Rubens Guedes. \u201cM\u00e1quinas S\u00edncronas\u201d. LTC\/EDU. SP. 1980.<\/p>\n<p>[4] Say, M.G. \u201cThe Performance and Desing of Alternating Current Machines\u201d. Pitman Paperbacks. Londres. 1958.<\/p>\n<p>[5] Kostenko, M; Piotrovski, L. \u201cM\u00e1quinas El\u00e9ctricas\u201d. Moscou. 1979.<\/p>\n<p>[6] K\u00f6nigsl\u00f6w, A. von; \u201cM\u00e1quinas de Corrente Alternada Sincr\u00f3nicas\u201d. Escola T\u00e9cnica de Mittweida. 1945.<\/p>\n<p>[7] K\u00f6nigsl\u00f6w, A. von; \u201cM\u00e1quinas de Corrente Alternada Asincr\u00f3nicas\u201d. Escola T\u00e9cnica de Mittweida. 1945.<\/p>\n<p>[8] Farret, F. A; \u201cPequenas Fontes de Energia El\u00e9trica\u201d. Editora USFM. 2014.<\/p>\n<p>[9] Abramov, A. H; \u201cProjeto e Constru\u00e7\u00e3o de Hidrogeradores\u201d. Moscou. 1964.<\/p>\n<p>[10] Miodleton, N. H; \u201cWestinghouse Electrical Maintenance\u201d. Westinghouse Printing Division. Trafford UK, 1975.<\/p>\n<p>[11] Falcone, \u00c1ureo Gilberto; \u201cEletromec\u00e2nica\u201d. Editora Edgar Bl\u00fccher. SP. 2002.<\/p>\n<p>[12]Wikip\u00e9dia:http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Parafuso_de_Arquimedes<\/p>\n<div class=\"rock-convert-download\">\n\t\t\t<div class=\"rock-convert-download-container\">\n\t\t\t\t<p class=\"rock-convert-download-container-title\">Fa\u00e7a o download deste post inserindo seu e-mail abaixo<\/p>\n\t\t\t\t<form target=\"_blank\" action=\"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-admin\/admin-post.php\" method=\"post\" class=\"rock-convert-download-container-form\">\n\t\t\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"action\" value=\"rock_convert_download_form\">\n\t\t\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"convert_post_id\" value=\"1380\">\n\t\t\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"convert_add_meta_nonce\" value=\"0f767532a3\" \/>\n\t\t\t\t\t<input type=\"email\" required name=\"convert_email\" placeholder=\"Informe seu e-mail aqui\"\n\t\t\t\t\t\tclass=\"rock-convert-download-container-form-email\">\n\t\t\t\t\t<input type=\"submit\" value=\"Fazer Download\"\n\t\t\t\t\t\tclass=\"rock-convert-download-container-form-btn\" \/>\n\t\t\t\t\t<span class=\"rock-convert-download-container-form-help\">N\u00e3o se preocupe, n\u00e3o fazemos spam.<\/span>\n\t\t\t\t<\/form>\n\t\t\t<\/div>\n        <\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo apresenta tr\u00eas modos poss\u00edveis de acoplamento de uma turbina de Arquimedes com geradores de energia el\u00e9trica. 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Unijui. Desde 2008 faz parte do quadro de engenheiros da Hidroenergia, desenvolvendo projetos eletromagn\u00e9ticos de geradores de energia el\u00e9trica s\u00edncrona, ass\u00edncrona e de im\u00e3s permanentes. Exerce tamb\u00e9m fun\u00e7\u00e3o no acompanhamento da fabrica\u00e7\u00e3o dos itens dessas m\u00e1quinas bem como da execu\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios de ensaios el\u00e9tricos em f\u00e1brica e em obra. Contribui ainda, no desenvolvimento de dispositivos, ferramentas e pesquisa de materiais e processos de fabrica\u00e7\u00e3o de geradores de energia el\u00e9trica."}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1380"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1380\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3272,"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1380\/revisions\/3272"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hidroenergia.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}