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Veja quais são as etapas para construção de uma Hidrelétrica

Postado em: 28 de junho de 2018

Etapas para construção de uma Hidrelétrica

Você sabe quais são as etapas necessárias para construção de uma usina hidrelétrica ( seja PCH ou uma CGH)? Pois então veja neste artigo, o passo a passo a ser seguido.

 

Identificação de um potencial

 

Sabemos que não é possível construir uma hidrelétrica sem um rio. É como instalar um ar condicionado sem uma casa. Então antes de qualquer coisa é necessário identificar um local que ofereça condições para produção de energia hidrelétrica.

Você não precisa, obrigatoriamente, ser proprietário das terras onde o rio se encontra, mas precisa ter autorização para uso fruto do recurso hídrico presente nela.

Essa autorização estende toda a área de alagamento de ambos os lados do rio e da Área de Preservação Permanente (APP) – (30, 50 ou 100 metros do rio, dependendo do estado).

Se você não for o proprietário, um contrato oferecendo uma pequena porcentagem da geração ao proprietário pode ser a solução. Você também pode comprar ou arrendar as terras de acordo com sua preferência e capital disponível para investimento.

Sabendo onde você quer instalar uma hidrelétrica, você pode pedir auxílio dos nossos engenheiros para ver, através do local da futura barragem, qual a queda e a vazão do rio naquele ponto e, com isso, estimar um valor de investimento e capacidade de geração, antes de seguir para a próxima etapa.

 

Estudos e Projetos

 

Agora sim, tendo posse de uma área de terra com um rio, o primeiro passo é realizar o estudo de inventário, estudo de viabilidade e o projeto básico. Nem todos os tipos de usina precisam dos três itens, em CGHs, por exemplo, parte-se direto para o projeto básico.

 

Se você não sabe o que é uma CGH, leia este post curto e entenda!

 

No estudo de inventário é feita a avaliação do rio como potencial de geração de energia, o estudo da bacia hidrográfica para obter informações precisas sobre quanto de energia poderá ser gerada naquele local, procedimentos para minimizar os impactos ambientais e avaliar quanto será preciso investir na estrutura e em obras civis.

O projeto de viabilidade, como o nome sugere, mostra se o projeto é viável ou não de dois pontos de vista: (1) ambiental e (2) custo frente ao retorno.

  • Ambiental: Analisa-se os impactos ambientais que aquele empreendimento pode gerar e, se existirem, se podem ser revertidos de alguma forma.
  • Custo frente ao retorno: verifica se a renda que a usina irá gerar é suficiente para pagar os custos de execução do projeto e para gerar lucro ao investidor.

 

O projeto básico serve para planejar a construção da usina por completo. É preciso barragem? Se sim, qual o melhor local, qual a altura? Quais estruturas usar para resistir às forças que agirão sobre ela (pressão da água por exemplo)? Qual a melhor disposição do conduto forçado? Enfim, TODAS as questões sobre o projeto são levantadas aqui.

Nesse projeto constam as informações do estudo de inventário e do estudo de viabilidade, então é nele que a engenharia mecânica busca as informações para definir quais equipamentos serão mais adequados para aquela determinada situação e quais características específicas cada equipamento dessa usina deve ter.

 

Licenciamento Ambiental

 

O processo de licenciamento ambiental pode ser executado em paralelo a etapa anterior (estudos e projeto) e também se divide em três etapas: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).

 

  • Licença Prévia: concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação (CONAMA, 1997);
  • Licença de Instalação: autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante (CONAMA, 1997);
  • Licença de Operação: autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação (CONAMA, 1997);

 

Obras Civis

 

Inicia então a etapa de obras civis. Nela é construída barrágem, reservatório, canal de adução e condutos forçados.

Barragem: tem a função de reter a água formando um desnível. O objetivo da barragem pode ser aumentar a queda, fazer um desvio no curso do rio ou apenas manter o nível de água constante para melhor operação da usina.

Reservatório: é o lago formado por consequência da barragem e pode ser a fio d’água ou de acumulação.

Canal de Adução e Conduto Forçado: São as estruturas responsáveis por levar a água até a casa de máquinas. A água é capturada no nível da barragem e a pressão gerada pela queda que existe até o nível da casa de máquinas é que faz o movimento das turbinas.

 

Grupo Gerador e Acessórios

 

Agora é necessário contratar uma empresa fabricante de equipamentos para hidrelétricas. O grupo gerador é composto por três itens principais: (1) turbina, (2) gerador e (3) regulador de velocidade.

Turbina: de uma forma bem simples pode-se dizer que a turbina hidráulica é uma espécie de roda com pás – que podem ser móveis ou fixas, dependendo do tipo. O objetivo da turbina é que a água levada até ela pelo conduto forçado seja inserida com pressão nas pás da turbina, fazendo com que ela gire.

Nesse processo diz-se que a energia potencial – a pressão da água tem um potencial de gerar movimento – foi transformada em energia mecânica – o próprio movimento. A turbina é ligada por um eixo, transferindo esse movimento ao gerador.

 

Veja neste post quais são os tipos de turbina e entenda em que situação deve-se usar cada um

 

Gerador: O gerador possui duas partes: uma fixa e uma móvel. A fixa é chamada de estator e a móvel, que é disposta ao centro do estator, é chamada de rotor. O rotor está conectado a turbina e, quando ela se movimenta, o rotor gira em conjunto.

O giro do rotor no centro do estator cria um campo eletromagnético e é dessa forma que transforma-se a energia mecânica – giro da turbina – em energia elétrica.

Regulador de Velocidade: simplificando ao máximo, o regulador é o painel de controle da usina. Através dele regula-se a quantidade de água que entra na turbina e o ângulo de abertura das pás da turbina, por exemplo, podendo-se acompanhar e controlar a potência gerada pela usina.

 

A Hidroenergia é fabricante de equipamentos para hidrelétricas (PCHs e CGHs) com experiência de 30 anos de atuação no mercado de geração de energia hidrelétrica.

Com uma grande e experiente equipe de engenharia, estamos aptos a produzir grupos geradores completos, além de todos os acessórios que sua hidrelétrica pode precisar.

Acessórios como válvulas e comportas que regulam a entrada de água na turbina, grades para evitar entrada de galhos e pedras, equipamento para limpar essas grades, pontes rolantes que fazem o movimento de grandes cargas de peso, etc.

Somos a empresa brasileira mais completa do mercado de equipamentos para geração de energia hidrelétrica, entregando máquinas para todo o mundo, incluindo países extremamente desenvolvidos tecnologicamente como o Japão.

 

Subestação e Transmissão

 

Por fim, é necessário então interligar a sua hidrelétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e vender a energia para a concessionária da sua região. Você recebe pela energia que gera ou ganha créditos para consumir em unidades consumidoras de mesmo CNPJ através da chamada Geração Distribuída.

 

Entenda neste texto o que é e como funciona Geração Distribuída.

 

Quer investir em Geração de Energia?

Ligue-nos no (55) 3331-1201 ou mande um e-mail para atendimento@hidroenergia.com.br.

Tire suas dúvidas e marque uma visita a Hidroenergia. Estamos de portas abertas para te receber e te dar as orientações que precisa para entrar no mercado de Geração de Energia!

 

 

Fontes:

 

CERPCH – https://cerpch.unifei.edu.br/pt/etapas/

CONAMA – http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res97/res23797.html

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